Ah! Que saudades de amar!
Porque os lírios,
Já não vestem as mesmas cores
Em minha boca,
Já não há o mesmo paladar
E agora?
Para onde levo o barco?
Não há mais cais,
Já desatara o laço
Só a delgada margem,
Avisto
Ao longe, a camuflagem
De minha enrubescida alma
Nunca mais olhara,
A nuança do amor
Por que fugira?
A chispa da paixão
Não me queima mais
Fora rápido,
Fora tal, efusão
Por mera indulgência
Lancina-me com sua ausência
Espargia por meu peito adentro
Por minha vez,
Escondo-me em minha sonsa decência
Apreciando-lhe a voz pelo aposento
Ah! Que saudades de amar!
Para onde fora a lua apaixonada?
As sementes no agro,
Já não brotam
A noite ainda está acordada
E para onde fora o sol?
O calor?
O ardor?
Ah! Que saudades de amar!
De todos os risos eloquentes,
Da ferocidade inconsciente,
Por conseguinte,
Dou-me por conta:
De amor sofremos,
Quando amor perdemos!
Yasmim Barbosa
(11/05/2008)
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