quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Ao pó

De súbito, arfava
Com o ar seco
Apertava a garganta que secava
Golpeava o peito
Demais, a voz falhava

Com a sensação amarga
Do que acabara de dizer
O peito vazio ainda oscilava
Com o vácuo que insiste em permanecer

Do pão ao pó
Do azulado ao preto
Do laço ao nó
Do jardim à vala
Do para sempre ao só

No horizonte,
Já descera o sol
Os sonhos permanecem,
De fronte
E ao norte e ao sul
Estradas distintas.
O preto e o azul
Já se distanciam
Já se resumem,
Ao pó.



Yasmim Barbosa
(17/04/2009)

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