Que amor era aquele
Que as meninas suspiravam?
Que o Barroco proibia?
Que os românticos cantavam?
Que nos enchia de alegria?
Que amor era aquele
Que coloria o céu azul anil?
Que esquentava o gelo?
Que esfriava a chaleira?
Que “setembreava” o Abril?
Com sua voz na cabeceira
Que amor era aquele
Que afagava os solitários?
Que coloria as noite com estrelas?
Que aproximava os apaixonados?
Aquele do qual todos falavam
Aquele do qual todos se queixavam
Mas o poeta é aquele,
É aquele que só precisa de uma caneta
É aquele que faz malabarismo com o amor
Faz dele uma vinheta
É aquele que faz malabarismo com a dor
É aquele que colore,
Descolore
Ao seu bel prazer
É ele o inventor,
Nenhum comentário:
Postar um comentário