segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sobre aniversários


Estreando a parte “Mate” do blog, na qual vou procurar discorrer sobre problemas fúteis e corriqueiros de nossas vidas, ou da maioria. (RS). Gostaria de começar com a seguinte pergunta: O que é aniversário hoje em dia?
Me chame de ácida quem quiser, mas sinceramente, muita gente mais inteligente que eu já gastou o seu tempo escrevendo sobre as relações que o aniversário nos obriga a cumprir e todo o ritual que ele envolve, então não vai ser eu, uma jovem do século XXI, que não vai gastar 10 minutos da vida para botar pra fora o que eu realmente penso desse rito. (Ainda mais com a internet hoje em dia que todos falam o que querem; mas vale também a lógica do “ler quem quer”, não é?)
Em resumo, o fato é: vamos parar com a hipocrisia que essas mega redes sociais propiciam em nossas vidas de pensar que todos aqueles nossos “quatrocentoselávaiporrada” amigos realmente nos deseja uma vida de alegria, paz, saúde, prosperidade. Que atire uma pedra quem nunca fez ou recebeu uma mensagem assim no nosso querido Facebook. “Ah, Yasmim, então só porque os parabéns não são todos sinceros eu não devo fazê-los ou considerá-los?”, Não, não falei nada disso, considera quem quiser e acho que até faz parte da educação, mas vamos tentar diminuir essa mentira na cara dura e pelo menos pensar um pouco na pessoa ao escrever em seu mural mensagens de felicidades. Isso sem falar naqueles familiares que te ligam uma vez ao ano só porque querem comer o bolo da sua mãe.
Outra coisa que me irrita nos aniversário (e olha que é, para muitos, a melhor parte): os presentes. Nada contra, adoro receber e me divirto muito comprando um presente com carinho para meus amigos e familiares. Vejam, o problema não está no presente em si, mas no que ele representa. A relação de obrigação que ele cria. Já escutei amigas minhas dizendo: “Nossa, meu namorado gastou duzentos reais no meu presente. O que posso comprar nesse valor para o aniversário dele?”, meu Deus! A graça não está no valor material! Vamos tirar um pouco dessa cultura economicista da cabeça e tentar sentir as coisas pelo nosso lado subjetivo! E vamos combinar, os melhores presentes são aqueles inesperados! Essa coisa de pedir o que quer ganhar é tão sem graça, com exceção dos presentes que os pais dão, pois esses não podemos comprar (RS). Contudo, são os pequenos gestos de carinho que vão fazendo a pessoa feliz, não adianta visitar o seu amigo só porque é o aniversário dele. Visite quando quiser (desde que avise!), uma ligação, uma lembrança por vez vale muito mais do que tentar de redimir por todas as faltas que você faz nos outros 364 dias do ano... 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Saudades


Muitos já falaram da saudade
Da mocidade, da menina
Saudades ainda,
Dos amigos, da cidade

Mas quem pode lembrar,
Da ausência da palavra
Só ao poeta faz pesar,
Arranca-lhe os pulmões

Lastimável perda
As letras quando fogem,
Cala-te a mão
Os dedos desarmados se recolhem

Se o tivesse aqui
Os verbos não iriam faltar-me
Inflame meu peito sem sua companhia
Deixe-me, me mate de vontade

Se perpetue em minhas palavras
Já não há tempo que nos seja fugaz,
Anseio, anseio em lágrimas
Saudades dos versos que já não tenho mais. 


                                                              Yasmim Barbosa 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Mario Quintana - Espelho Mágico

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que triste os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!