Estreando a parte “Mate” do blog, na qual vou procurar
discorrer sobre problemas fúteis e corriqueiros de nossas vidas, ou da maioria.
(RS). Gostaria de começar com a seguinte pergunta: O que é aniversário hoje em
dia?
Me chame de ácida quem quiser, mas sinceramente, muita gente
mais inteligente que eu já gastou o seu tempo escrevendo sobre as relações que
o aniversário nos obriga a cumprir e todo o ritual que ele envolve, então não
vai ser eu, uma jovem do século XXI, que não vai gastar 10 minutos da vida para
botar pra fora o que eu realmente penso desse rito. (Ainda mais com a internet
hoje em dia que todos falam o que querem; mas vale também a lógica do “ler quem
quer”, não é?)
Em resumo, o fato é: vamos parar com a hipocrisia que essas
mega redes sociais propiciam em nossas vidas de pensar que todos aqueles nossos
“quatrocentoselávaiporrada” amigos realmente
nos deseja uma vida de alegria, paz, saúde, prosperidade. Que atire uma pedra
quem nunca fez ou recebeu uma mensagem assim no nosso querido Facebook. “Ah,
Yasmim, então só porque os parabéns não são todos sinceros eu não devo fazê-los
ou considerá-los?”, Não, não falei nada disso, considera quem quiser e acho que
até faz parte da educação, mas vamos tentar
diminuir essa mentira na cara dura e pelo menos pensar um pouco na pessoa ao
escrever em seu mural mensagens de felicidades. Isso sem falar naqueles
familiares que te ligam uma vez ao ano só porque querem comer o bolo da sua mãe.
Outra coisa que me irrita nos aniversário (e olha que é,
para muitos, a melhor parte): os presentes. Nada contra, adoro receber e me
divirto muito comprando um presente com carinho para meus amigos e familiares.
Vejam, o problema não está no presente em si, mas no que ele representa. A
relação de obrigação que ele cria. Já escutei amigas minhas dizendo: “Nossa,
meu namorado gastou duzentos reais no meu presente. O que posso comprar nesse
valor para o aniversário dele?”, meu Deus! A graça não está no valor material!
Vamos tirar um pouco dessa cultura economicista da cabeça e tentar sentir as
coisas pelo nosso lado subjetivo! E vamos combinar, os melhores presentes são
aqueles inesperados! Essa coisa de pedir o que quer ganhar é tão sem graça, com
exceção dos presentes que os pais dão, pois esses não podemos comprar (RS).
Contudo, são os pequenos gestos de carinho que vão fazendo a pessoa feliz, não
adianta visitar o seu amigo só porque é o aniversário dele. Visite quando
quiser (desde que avise!), uma ligação, uma lembrança por vez vale muito mais
do que tentar de redimir por todas as faltas que você faz nos outros 364 dias
do ano...